terça-feira, 29 de dezembro de 2009

V.A. Strenght Tru Oi! (1977)


Dizem as más línguas que o personagem que ilustra a capa desta compilação é Nick Crane, um neo-nazista com fama de violento, que cumpriu detenção de 1981 a 1984 e mais seis meses em 1986 por conta de uma briga. No final da década de 1970 ele juntou-se ao British Movement, sendo muito conhecido na cidade de Kent. O partido, fundado em 1968, teve como membros vários skinheads neo-nazistas até sua dissolução em 1983, que culminou com o nascimento do National Front. Nick Crane junto com o filho da puta do Ian Stuart foram os fundadores da Blood & Honour, uma das maiores organizações nazistas da Grã-Bretanha. Crane e Stuart se conheciam desde o começo da Skrewdriver, no qual Crane auxiliava a banda, fazendo parte da equipe de segurança.

O que ninguém na verdade sabia era que Nick Crane era um homossexual que havia auxiliado como mordomo a Marcha do Orgulho Gay em 1986, além de ter participado de diversos vídeos pornôs. Em 1992, admite sua homossexualidade numa rede de televisão, além de romper com os ex-colegas fascistas. Em 1993 morre de AIDS sendo auxiliado por seu companheiro homossexual...um judeu!

White pardos e neo-putinhos à parte, esta compilação lançada pela Decca em 1981 traz várias composições com o melhor do Oi! anti-fascista, além de poemas recitados por Gary Johnson e Barney & The Rubbles.

1. National Service - Johnson, Gary
2. 1984 - 4 Skins
3. Gang Warfare - Strike (4)
4. Riot Riot - Infa Riot
5. Dead End Yobs - Johnson, Gary
6. Working Class Kids - Last Resort (1)
7. Blood On The Streets - Criminal Class
8. She Goes To Finos - Toy Dolls
9. Best Years Of Our Lives - Barney & The Rubbles
10. Taken For A Ride - Cock Sparrer
11. We Outnumber You - Infa Riot
12. New Face Of Rock 'n' Roll - Johnson, Gary
13. Beans - Barney & The Rubbles
14. We're Pathetique - Splodge
15. Sorry - 4 Skins
16. Running Riot - Cock Sparrer
17. Johnny Barden - Last Resort (1)
18. Isubaleene - Splodge
19. Running Away - Criminal Class
20. Skinhead - Strike (4)
21. Deidre's A Slag - Toy Dolls
22. Harbour Mafia Mantra - Shaven Heads


Espero que tenham gostado! Mantenham a fé e até ano que vem! Feliz 2010 a todos!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Presente de Natal - The Beatles Juice Paper Toy

Criação do artista plástico Marc Valega, cada Beatle tem seu "sabor" especial. Faça o download da imagem, recorte, monte e cole!
George Pearrison

Mango Starr

John Lemmon

Apple McCartney

Espero que tenham gostado! Feliz Natal a todos, mantenham a fé e até semana que vem!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lagos Calling - Um estudo antropológico sobre os negros skinheads da década de 1970

Fotos de Clayton James Cubitt inspiradas na obra de Malik Sidibe, fotógrafo africano conhecido por seus editoriais de moda usando modelos negros.

Mais fotos aqui!
Mantenham a fé e até semana que vem!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Twiggy - The queen of mod



Twiggy Lawson, cujo nome na verdade é Lesley Hornby, é considerada a primeira top model do mundo. Nascida a 19 de setembro de 1949 em Twickenham, Middlesex, Inglaterra, Twiggy foi descoberta pelo fotógrafo Justin de Villeneuve (pseudônimo do fotógrafo de Nigel John Davies).
Seus 1,67 metros de altura e 42 quilos contrastavam com os padrões de beleza da década de 1950, que tinham como ícone Marilyn Monroe com seu corpo cheio e curvilíneo. Suas medidas lhe renderam o apelido de Twig (graveto, em inglês).
Seu encontro e futuro romance com Villeneuve fizeram Twiggy alcançar o estrelato na Europa e na América do Norte, além de lhe render o título de "Face of '66".
Twiggy durante sua curta carreira de modelo, emprestou sua imagem para servir de marca a diversos produtos. Ela para de modelar em 1969 para tentar as carreiras de atriz e modelo, participando de diversos programas de televisão, filmes, espetáculos da Broadway e gravando discos.
Atualmente, Twiggy assina uma linha de aromaterapia, é militante do PETA (contra o uso de peles de animais e outros maltratos) e é jurada do America's Next Top Model.
Por ser uma referência da efervescência da cultura londrina do Swingin' London, Twiggy até hoje é considerada a rainha dos mods.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Bad Hair Day

Mais um filme de Leonardo Flores, diretor de Young Birds Fly, que dessa vez traz um curta-metragem com a temática "cabelos". Atenção para a trilha!



Epsero que tenham gostado. Mantenham a fé!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sharpies


Os sharpies foram uma gangue surgida na Austrália entre as décadas de 1960 e 1980. O termo sharpie vem do visual alinhado e das influências britânicas do ska, do mod e do skinhead, pois muitos membros eram na verdade imigrantes britânicos.
As vestimentas mais comuns usadas por eles eram as calças Lee ou Levi's, suéteres e camisetas (cada membro tinha sua própria t-shirt). Geralmente competiam entre si nas vestimentas, tentando criar novos padrões, cores e detalhes. Eles também eram conhecidos por serem violentos, apesar de manterem um código moral.
Os sharpies eram muito conhecidos em Melbourne, onde outras gangues dos lados oeste, norte e sul se reuniam em grupos menores tais como os Prahran Sharps, os Melbourne Sharps e os the A A Sharps. Não era incomum encontrar centenas deles, eles frequentavam danceterias e discotecas, e por serem em grande números eram quase intocados pela polícia.
A violência excessiva e o hábito de roubarem dinheiro e bebida acabaram por gerar desconfiança, o que levou ao fim esta subcultura.
Nas áreas leste e sul de La Perouse em Sidney há um grupo chamado La Pa pelos moradores, porém mais conhecidos como Lapa Sharpies. Em Perth, jovens de áreas como Medina, Rockingham, Armadale, Kelmscott, Lynwood e Thornlie juntaram-se aos skinheads/sharpies. Muitos desses jovens são filhos de imigrantes britânicos recém chegados.


E aqui vai um trecho do filme 'Sharpies' de Greg Macainsh (1974).



Espero que tenham gostado. Mantenham a fé. Até semana que vem!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cazumbi - African Sixties Garage Volumes 1 e 2













Atenção! Este não é um afro-beat ou afro-compilação de rock. A música neste disco é estritamente garagem dos anos 60 como você poderia esperar! Anão, fantasma, alma do outro mundo - é a definição Africana para Cazumbi! Você provavelmente sempre pensou que tais países, exceto África do Sul, não tinham nada a contribuir para a cena de garagem dos anos 60. Mas parece que o nosso pequeno mundo ainda tem lugares virgens para os garimpeiros da garagem obscura de 45 rotações. Aqui você tem uma compilação surpreendente de faixas lançadadas no Congo, Angola, Moçambique e África do Sul. Garage rock, surf garagem, 60's R & B poderoso - uma incrível coleção com grupos como H20 (Moçambique), uma faixa rara pela A-Cads, os incrivelmente raros Kriptons de Angola , o Conjunto Oliveira Muge em Moçambique que faz um grande cover dos Prunes - "I Had Too Much To Dream", o misterioso francês cantado "Eh Bien Mon Ami" por Africano Fiesta. Lançamento Muito bem feito com som remasterizado e um encarte com fotos raras e, obviamente, não vistas! Edição limitada de 700 cópias.

Mas como eu sou muito, muito legal trago para vocês o link para download dos 2 volumes!

Espero que curtam tanto quanto eu curti. Mantenham a fé e até a semana que vem!

Link do volume 2 por El Buzble! Obrigada!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mary Quant*



Inglesa, nascida em 1934, foi principalmente lembrada por trazer a minissaia, cabelos geométricos e colants de todas as cores e padrões, ficando conhecida como a rainha da moda da "swinging London". Começou sua história na criação em 1955 com uma pequena loja na King’s Road, uma das principais ruas da época que também foi associada depois com o movimento punk. Antes havia estudado Belas-Artes no Goldsmith’s College e trabalhado como assistente de uma casa de chapéus. Dali, ela saiu para abrir, em sociedade com Alexander Plunket Greene, com quem se casaria, e com Archie McNair, sua primeira loja, chamada Bazaar.

Sua moda barata e jovem foi inicialmente um grande sucesso quando decidiu criar as peças que vendia. Sua sensibilidade logo descobriu que o mundo vivia uma época muito especial, de contestação dos valores até então estabelecidos, e isso valia também para a moda. Os jovens, que começavam a engajar-se no movimento hippie, queriam roupas diferentes, provocantes, abusadas. Estava em marcha uma mudança completa e complexa nos domínios sexualidade, com o surgimento da pílula anticoncepcional, que alterava radicalmente a relação entre homens e mulheres.

Mary Quant somou todos esses ingredientes e colocou nas vitrines de sua loja roupas com um estilo novo, alegre, descontraído, no qual a palavra de ordem era a liberdade. O sucesso foi arrasador, fosse o que fosse que vendesse - e ela vendeu de tudo, de roupas íntimas a trajes de banho, de vestidos a meias.

Os vestidos eram simples e podiam ser usados a qualquer hora, de dia ou de noite. No início eles tapavam o joelho, mas em 1960 as bainhas subiram e deram origem a mini-saia. Nos anos 60, a loja converteu-se num império internacional, para o qual Mary Quant criou moda, acessórios e produtos de cósmética, tudo jovem e pouco complicado. Ela também ficou conhecida por ser a primeira a usar o material PVC em casacos e botas, a criar carteiras com correias compridas, tornando sua aparência própria para jovens.

Também foi a primeira a lançar tops de crochê, outra epidemia que correu o mundo. Colocou em evidência roupas de malha canelada, aderentes ao corpo, e os cintos largos jogados sobre os quadris. Acabou com a distinção entre moda por faixas etárias, e rompeu a barreira entre as roupas formais e informais.

Em 1966 foi declarada a mulher do ano e condecorada com a ordem mais elevada, mas no final dos anos 70 já estava quase esquecida. Ela então vende o seu negócio, ocupa-se apenas da cosmética e passa a criar para outras empresas. Ainda hoje, Mary Quant vive da fama do passado, e especialmente no Japão, a sua etiqueta ainda continua a registrar um grande número de vendas.

Com um corte de cabelo em cincos pontos exatos, Mary Quant provocou uma onda de imitações apenas comparável à que Coco Chanel suscitara com a sua moda vanguardista. Todas as mulheres progressistas queriam provar sua independência, ao cortarem os cabelos. Mary Quant e seu cabeleireiro, Vidal Sasoon, desejavam conferir precisão ao penteado “cogumelo” dos beatles. A partir do meio da cabeça, os cabelos caiam até cinco pontos, ficando de tal maneira perfeitos que pareciam um capacete futurista. Esta acentuação de uma cabeça redonda tornava o pescoço e o corpo ainda mais delicados e frágeis; e os olhos aumentados graças à maquilagem, criando um aspecto quase infantil.



O ideal da década não acentuava atributos femininos, mas projetava uma ninfa magra e atrevida em fase de experimentação da sua sexualidade. Corpetes, ligas e estiletes foram substituídos por sutiãs, colants e botas sem salto. E a maquiagem passou a ser muito importante. A cor nos lábios era proibida, colocando-se apenas um brilho. Já nos olhos, as mulheres utilizavam toda cor que fosse necessária, para que o efeito final fosse o de uma criança que tinha exagerado ao se pintar. Eram utilizadas sombras de várias cores, traços escuros nas pálpebras superior e inferior, várias camadas de rímel e cílios postiços.

As flores, grafismo do logo da estilista, eram um símbolo da juventude e da naturalidade, mesmo que fossem de plástico como a da Mary Quant, a margarida que era usada como adorno. O plástico usado nos acessórios e no vestuário estava de acordo com a crença otimista no futuro e com a euforia das viagens espaciais.

Seu nome é hoje totalmente associado à minissaia, mas há quem diga que a criação da peça seria de André Courrèges. Não se sabe ao certo, mas foi ele que primeiro a combinou com botas e a introduziu na alta-costura. Ele inovou e deu mais liberdade a mulher incentivando o uso de botas de salto baixo. Só assim as mulheres permaneceriam “em contato com a terra e a realidade”.

A moda de Mary Quant serviu também, com sua simplicidade às jovens estudantes que não queriam mais se parecer com suas mães. A encarnação deste novo ideal era a Twiggy, a inglesa de dezesseis anos, que embora pesasse apenas cerca de quarenta e cinco fez muito sucesso, sendo a primeira modelo a se tornar um ídolo das massas.

Mary Quant foi importante na construção da história da moda inglesa. Quando a jovem estilista começou a buscar inspiração na rua, a moda da cidade adquiriu um cunho inconfundível. Em entrevista a France Presse em 2004, ela afirma que o desejo pelo individualismo ficou hoje ainda mais forte e que não se quer mais regras para a moda, apenas peças e idéias que possam ser usadas e combinadas de um jeito próprio no nosso dia-a-dia, enquanto indivíduos.

Mary Quant tem hoje com 71 anos. Ainda exibe um corte Vidal Sassoon, reminiscente da Londres dos anos 60, e continua chique e nada conformista. Uma de suas frases mais conhecidas é "o bom gosto é a morte, a vulgaridade é a vida". Ela também costumava dizer que a moda deveria refletir o que estava no ar.

* texto extraído do blog Moda Chinelagi

terça-feira, 3 de novembro de 2009

The Last Date

Segundo curta metragem do diretor de Young Birds Fly, Leonardo Flores feito em 2000. Ótima trilha sonora.



Espero que tenham gostado. Mantenham a fé e até semana que vem!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Morre baterista do Black Flag



Chuck Biscuits, ex-baterista de bandas como Social Distortion, Black Flag, D.O.A. e Danzig, morreu no último sábado (dia 24 de outubro), aos 44 anos.
O músico estava com câncer na garganta.
O canadense cujo verdadeiro nome era Charles Montgomery tocou no Black Flag por cinco meses em 1982.
Mais tarde ele integrou o grupo Danzig a convite do produtor Rick Rubin.
Ele também tocou na banda Social Distortion até 1999.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sixties Style

A partir desse mês de outubro, pelo menos uma vez por mês, quero postar algo especial para as modettes e as birdies que frequentam este blog. Serão vídeos sobre a moda dos anos 60 com dicas de estilos e histórias. Já postei sobre moda masculina, mas acho que está faltando algo para as minhas companheiras. O post dessa semana é uma introdução ao estilo retrô dos anos 1960. Espero que gostem!!




Mantenham a fé e até semana que vem!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Novidade no ar: novo blog da cena

Está no ar o novo blog da cena skin, "Oi! Grande do Sul" que divulgará o OI! no Estado e também no país afora.

http://www.urbanriot.tk

Em breve com muitas novidades!

Ska & Reggae e um ano sem Alton Ellis



Por um curto período entre as décadas de 1960 e 1970, revistas de Soul e Blues publicavam as paradas musicais do reggae. Este aqui é de fevereiro de 1970. E neste mês lembramos um ano da morte de Alton Ellis...



Alton Nehemiah Ellis nasceu e cresceu no distrito de Trench Town em Kingston, na Jamaica. Oriúndo de uma família de músicos, aprendeu cedo a tocar piano. Começou a carreira em 1959 na dupla Alton & Eddie, com Eddie Perkins. O primeiro hit foi "Muriel" e logo depois vieram "My Heaven", "Lullabye Angel", "I Know It All", "I'm Never Gonna Cry" e "Yours". Perkins logo se mudou para os Estados Unidos e Ellis trabalhou durante um tempo como tipógrafo. Logo depois de perder seu emprego, retoma a carreira musical formando uma nova dupla com John Holt, que logo se juntou aos The Paragons. Ellis então formou o grupo The Flames. Na década de 1960 com o advento do rocksteady dentro do ska, Ellis grava pérolas como "Dance Crasher", "Don't trouble People" e "Cry tough".
Na década seguinte fixa residência em Londres. A partir de então tem suas músicas "sampleadas" por artistas como KRS-One, The Notorious B.I.G., Tupac Shakur, Blackstar, Sasha, entre outros.
Ellis continuou na ativa até começarem os primeiros problemas de saúde. Seus últimos trabalhos foram pela Europa com uma banda francesa chamada ASPO (About Some Precioux Oldies) que rendeu um dvd ao vivo em 2001. Em 2004 foi homenageado pelo Governo jamaicano pelo conjunto de sua obra. Em 2007 deu baixa em Londres por causa de um câncer no sistema linfático, e voltou a se apresentar depois do tratamento. Falece em 10/10/2008 em Londres em decorrência do seu câncer.

Suas músicas e a constante reinterpretação de sua obra fazem de Alton Ellis um músico que será lembrado por inúmeras gerações dentro e fora do ska.



Baixa aqui!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Jane Birkin

Jane Mallory Birkin, nascida a 14 de dezembro de 1946, teve sua carreira projetada depois de aparecer no filme "Blow Up - Depois Daquele Beijo" (Torrent para o filme e trilha sonora, no blog do Dé) de Michelangelo Antonioni de 1966, onde fazia uma adolescente que queria ser fotografada pelo personagem de David Hammings.

Em 1968 fez um teste para interpretar o papel principal no filme francês "Slogan", onde acabaria conhecendo seu segundo marido, Serge Gainsbourg com quem gravou a sensualíssima canção "Je 'taime...moi non plus", censurada no Brasil, Portugal, Espanha e Reino Unido. Com ele teve Charlotte Gainsbourg que também é cantora.



De tão linda e elegante, na década de 1980 acabou ganhando uma bolsa da marca Hèrmes que leva seu nome, a Birkin Bag, que chega a custar mais de dois mil dólares.


No alto de seus quase 63 anos, Birkin continua na ativa, atuando e fazendo shows ao redor do mundo. Neste ano atuou no filme "36 Views from the Pic Saint-Loup" e ano passado lançou mais um disco, o "Enfants d'Hiver".

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Aprenda a dançar ska com a OBMJ!

Uma das coisas mais bacaninhas da internet é a possibilidade de obter informações sobre (absolutamente) qualquer coisa. Dando uma olhadela no fotolog da banda brasileira de Ska, Sapo Banjo, me deparei com esse vídeo incrível, e ao mesmo tempo, hilário e resolvi compartilhar com vocês. Além do vídeo, acabei conhecendo o trabalho da OBMJ - a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, no link vocês podem conhecer algumas versões para clássicos da mpb (sim, isso é real) e baixar o EP da banda. Recomendadíssimo! Isso é uma prova de ska também faz parte da cultura popular brasileira e é música de gente feliz.





Espero que tenham gostado! Mantenham a fé e até semana que vem!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Maximum Mod

Eu já tinha colocado aqui no blog um post com um curta metragem sobre a união entre skins e rude boys, que se chama "Moonstomp". Essa semana trago para vocês um curta dirigido por Ross Jardine com a temática modernista, o Maximum Mod. Assistam e tirem suas próprias conclusões.



Mantenham a fé e até semana que vem!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

2009 - 40 anos do Spirit of 69


"Skinhead, remember your roots!"



Neste ano comemoram-se os 40 anos do Spiriti of 69. A frase, usada pelos primeiros skins, é a comemoração do que eles chamam de apogeu desta subcultura no ano 1969. Ela foi popularizada pelo grupo skinhead escocês Spy Kids e também é título do livro Spirit of 69: a Bíblia do Skinhead, escrito na década de 1990 por George Marshall, um skin de Glasgow, a mesma terra do Spy Kids. O livro documenta a origem e o desenvolvimento da subcultura, descrevendo elementos como vestuário, música e política, desmistificando o pré-conceito acerca dos skins.

"Era tempo de marcar presença, e eles marcaram em 1969. Chris Welch, um escritor popular, foi um dos primeiros escritores a publicar sobre o novo fenômeno, mesmo com um ponto de vista não simpatizante: 'É uma coisa curiosa ... que sempre que um pilar da nossa sociedade confusa quer atirar pedras, eles imediatamente começar a falar sobre cabeludos desmiolados/ arruaceiros / hippies /estudantes, etc ...No entanto, qualquer pessoa que se aventurou nas ruas vai instintivamente saber que eles não têm nada a temer da juventude de cabelos compridos que apenas quer ficar em paz com a suas bandas favoritas e garotas. A visão de cabeças cortadas eo som das botas pesadas entrando à meia-noite nos barecos ou salões de dança é a verdadeira causa para más sensações na boca do estômago'. A nova geração, identificada como 'Mods', o que não era uma má identificação nos dias pré-Skinhead, sem dúvida nenhuma, na suas origens eram o mesmo que os Mods de 1963-64. Mas como o Mod era aquele ligado no rock, seu irmão ou sua irmã mais nova foram deixados de lado. O cabelo raspado, a Levis dobrada, os suspensórios e as Doc Martens com biqueiras de aço, se tornaram o uniforme obrigatório da versão Mod do ano de 1969 - um uniforme que mostrava claramente a reação contra a 'engrenagem hippy'. O corte de cabelo deu o nome às crianças de 'Skinheads' (em tradução literal: cabeças raspadas) - e as botas Aggro, a nova mensagem - uma abreviação de 'agravamento'. Os suspensórios, mesmo que inconscientemente, os marcou como uma classe trabalhadora. De todas as maneiras, sua imagem e atitudes mostravam oposição direta contra a classe média estudantil, que servia de bode espiatório na época, assim como os rockers para seus irmãos mais velhos. Musicalmente, os Skinheads tinham para onde seguir. Como os Mods, eles queriam música para dançar, ou para sacudir: eles não tinham espaço para a livre expressão dos hippies. Dave Hill de Slade observou: 'Skinheads não mexem os pés quando dançam , eles batem os pés e fazem um barulho e tanto. Quanto mais barulho fazem, melhor'. Falando cruelmente, os Skinheads queriam ser notados, e isso envolvia barulho, impetuosidade, violência e incomodação".
Trecho de texto extraído do site Spirit of 69.
Posts esclarecedores vocês encontram no Blog do Dé, no Skinhead Culture, no Guerra de Estilos, no Skinheads de 1969 e no Sharp Brasil. Não deixem de se manterem sempre informados.

Este é um ano de comemoração para todos aqueles que todos os dias lutam pela liberdade e justiça e contra o preconceito, e que o 69 venha muitas e muitas vezes!

Mantenham a fé e até semana que vem!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

David Bowie: o camaleão Mod




O que muita gente sabe é que David Bowie é um grande artista, chamado de Camaleão por sempre se reinventar e acabar sendo ele mesmo. O que pouca gente sabe é que, antes de ser o rei do Glam e de vestir a carapuça de Ziggy Stardust, David Bowie tinha os dois pezinhos no mod, sim, no mod!

Bowie em início de carreira sofreu, digamos assim, influência da cena Mod. Em 1973, como que encerrando um capíulo na história de Ziggy Stardust, Bowie lançou um álbum só de covers de músicas da década de 1960. Isto abriu a cabeça de muita gente para a cena que havia acontecido na década anterior e também para o modernismo.

Muitos músicos da era de ouro do Glam - Bowie, Marc Bolan e Roxy Music - possuem uma história musical com berço nos sixties, um berço muito mod. Não é de se admirar que fossem tão centrados na imagem.

Deixo para vocês o link de um álbum lançado em 1991 com músicas do Bowie gravadas entre 1964 e 1966.




Mantenham a fé e até a semana que vem!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

(Love is like a) Heat Wave

3 versões para uma mesma música:

1. Martha & The Vandellas



2. The Who



3. The Jam



Mantenham a fé e até semana que vem!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Back to 69...



Esta semana trago mais uma contribuição poética de Cris Castro, que faz uma homenagem ao Spirit of 69.


"Sob nossas pegadas
Todas as calçadas
viram o East-end
com o solado impresso
no pavimento de 69
nossa cultura resiste
ante à nebulosos modismos
na penumbra dos Casinos- club,
Backstreets e Dancehalls
sempre dispostos à um "quebra"
cabeças de camurça o esperam
para te botar para correr....
cerveja, reggae arcaico
e lambretas é o nosso lema!
Somos os skinheads
sua maior encrenca!"
( Cris Castro )



Espero que tenham gostado. Mantenham a fé!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Os Substitutes - A última moda (EP)


Com uma mistura de Punk 77 e uma pegada do The Who, os paranaenses Rodrigo Amadeo (baixo e vocal), Rafael Curita (guitarra) e Lucas Ricardo (bateria) ainda formavam a extinta Cherry Bomb. O disco Disconnected Satellites que teve seu release em 2003 já trazia um pouco do que viria a ser Os Substitutes dois anos depois. Rodrigo Amadeo foi morar em Londres e os substitutos deram um tempo indeterminado, mas deixo aqui para vocês o EP lançado em 2005.



Substitutes no Trama Virtual

Mantenham a fé! Vejo vocês na semana que vem.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Hesumados no Expresso

Nesta quinta-feira, 20/08, o Expresso apresenta pela 1ª vez a banda Hesumados que traz um repertório cheio de Punk Rock, Álcool e Sexo. às 22:00 hs, ingressos a R$10.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Embarcou na Vespa?*


A história da Itália pode ser contada de cima de um banco de uma motocicleta. Ou melhor, de algo mais simples, uma scooter. Era década de 40 e as novas criações de um país que renascia depois da Segunda Guerra Mundial só poderia ter sido assim: simples. Produto de baixo custo de fabricação e grande consumo. E a Piaggio lança a Vespa. Os italianos precisavam se locomover sem gastar muito. A Vespa consumia pouco. O preço correspondia a diversos meses de trabalho de um empregado, mas o pagamento podia ser parcelado. Era o milagre italiano.

A scooter que lembra uma vespa permite que o condutor deixe as pernas à sua frente e não separadas como uma motocicleta clássica e isso faz com que não se precise usar roupas específicas para seu uso. Sem falar que a simplicidade do câmbio sem correia (aquela coisa toda suja de graxa) não suja a roupa. As suas características fundamentais permitem que ela seja única no mundo. E de milagre vira mito. Torna-se um dos símbolos italianos, podendo ser vista em vários filmes, onde uma das cenas mais famosas fica por conta de “Roman Holiday” com Audrey Hepburn e Gregory Peck. As Vespas representaram de fato os primeiros meios de locomoção em massa da Itália, logo depois seguidas pelo Fiat 500 (Il Cinquecento).

As Vespas continuam sobre nossos olhos. Carregando casais de namorados com capacetes abertos por aí, mas hoje ganharam fama de Cult. E junto com toda essa fama pode-se encontrar diversos produtos licenciados com a figura da Vespa aqui na Itália: calendários, bolsas femininas e masculinas. As bolsas são em couro sintético, em várias cores (branco, vermelho, amarelo, bege, etc) e custam em torno de 29 euros. Em breve serão lançadas bolsas do Fiat 500. Certamente será outro sucesso de vendas bem fácil de embarcar.

*Texto retirado do blog fashionzzz

E o meu querido André Mod, tem uns posts super legais sobre a Vespa Paiggio, que tu encontra aqui e aqui.

Mantenham fé, vejo vocês na semana que vem!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

40 anos da capa de Abbey Road

Neste sábado, 08 de agosto de 2009 comemorou-se os 40 anos da foto da capa daquele que seria o penúltimo álbum dos Beatles, o Abbey Road. Capa esta que seria recheada com algumas mensagens sobre a suposta morte de Paul McCartney.
A foto original de Iain Macmillan já foi copiada tantas vezes que nem sei, disponibilizo aí algumas das melhores cópias, além de um link para o download do disco.

Baixa aqui!

Espero que tenham gostado! Mantenham a fé. Vejo vocês na semana que vem.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

The Mods - Documentário

Aí vai um documentário bem curtinho sobre a sub-cultura mod, que mostra muito rapidamente o modernsimo na California, algo deveras raro. O áudio tá meio brabo, mas dá para entender legal. Um filme de Mark Faneye, Nils Pedersen e Robert C. Poswall.



Espero que tenham gostado! Mantenham a fé e até semana que vem!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Zine Street Punk

Essa semana trago para vocês a edição nº 1 do Zine argentino Street Punk que vem com matérias e outras coisinhas mais sobre punk e Oi!. Espero que gostem.




Baixa aqui.


Mantenham a fé. Vejo vocês na semana que vem.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Moonstomp

Essa semana trago um curta-metragem feito em 1996 por um usuário do You Tube - "Moonstomp". Esse filme de uma forma muito mostra como negros e brancos, ou como rudeboys e skinheads podem ter muita coisa em comum. Notem que o branquelo parece o carinha da Monster, uma banda muito legal de ska sobre a qual eu ainda quero falar aqui. Espero que gostem!



Mantenham a fé e até a semana que vem!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Café Expresso + Bebop Jazz

Esta semana trago a contribuição mais que válida do poeta multifacetado Cris Castro, que aqui expressa seu jogo de palavras beatnik entre bebop jazz, café expresso e muitos maços de Pall Mall, segundo ele mesmo. Espero que gostem!



Balade Pour Toi

Café com creme
Espalha à míngua
tua boca-candeeiro
de acesa língua

penso, penso

esparramo com creme
Cole Porter
Miles Davis
Vermelho? “ Suable, mister !”
c/ peti-poá branca
e sulfato de codeína

Desce em teu ventre
a mão ligeira
por onde escorre o tempo
areia e terra-cota
“ avoa “ a nave brejeira .

Teu beijo assim
é confete
páprica picante
do “ ruim-que-dá “
e batalha de salão !

beijo, beijo

Pássaro aflito é João
pivete + bola + vidraça
casa de barro, vermelhidão
do amor maciço.
- Que graça !

Epílogo :

Cheiro à tabaco
vez em quando macio e virtuoso
leio jornal ao sol ( e fico informado )
”Há um rapa-bebum nos saguões do Time Square”.


Cafeine Free
A vitrine de ídolos pingentes
diviniza teares surrados
que vestem patéticos e mal acabados
temíveis manequins de gesso

No Café, os habitués
repousam seus dedos nas lavandas
e vehas molham com saliva
obsoletos manuais Prêt-à-porter.

Sob o viés da ironia
Irrompe agora um olhar, me fita
como anágua última


despe minha carne aos – ais –
sussurra !
porquanto penso na barba por fazer.

Mantenham a fé, e até semana que vem.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A 1ª aparição televisiva do The Animals

A 1ª aparição televisiva de Eric Burdon e seus "Animais" se deu em 20 de abril de 1965 no programa de variedades musicais Hullabaloo que foi ao ar pela rede NBC de televisão entre janeiro de 1965 e abril de 1966 e que trouxe alguns dos artistas mais populares da década de 1960.
Apresentador: Sammy Davis Jr e esse cara que eu não faço idéia de quem seja.
Convidados: Dusty Springfield, The Animals, Jay and the Americans, Lola Falana, Bruce Scott



Espero que tenham gostado!
Mantenham a fé! Vejo vocês na semana que vem.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Recopilatorio Skinhead Women Crew - 2 The Skinhead Girl - Volume 1

Este é o 1º volume de uma compilação dedicada às garotas Skinheads, contando com Laurel Aitken, Symarip, On File, Curasbun Oi! entre outros. Vale a pena baixar. E para quem estava procurando o volume nº 2, o Dé disponibilizou há algum tempo no blog dele.




Baixa aqui

Mantenham a fé, e até semana que vem!

terça-feira, 23 de junho de 2009

O post do Dé


Já há algum tempo aqui no blog foi publicado um post sobre mods de esquina, os terríveis mods wannabe. O post rendeu comentários ótimos, sendo também o mais comentado até hoje. Um deles foi feito pelo meu querido amigo curitibano André Mod, que fez um comentário tão bom e tão auto-suficiente e explicável, que no fim mereceu ganhar um post só para ele. Então, Dé, essa é pra tííí...

"Os Mods ganharam espaço após a Segunda Guerra, por causa das baixas durante a mesma, faltava mão de obra qualificada, os jovens ingleses (Mods) viram a oportunidade de se tornar independentes...começaram a trabalhar de forma operariada nas fabricas de tecido no Norte da Inglaterra, onde havia maior concentração de trabalho! A grana ganha era religiosamente gasta com o visual, festas, drogas & cerveja nos fins de semana.... até por conta disso no começo dos anos 60 nasceu o que seria o primeiro moviemento "Rave" da historia: Northern Soul - que eram encontros de apaixonados pelas musica soul & R&B americanos, como o proprio nome diz, as festas aconteciam em pequenos clubes no Norte da Inglaterra, mesmo local onde as fabricas se aglomeravam com o céu cinza & o clima frio londrino!
Nessa mesma época imigrantes Jamaicanos em busca de vida melhor e menos marginalizada (porque assim os jovens eram vistos por lá - Jamaica) viram na moderna Inglaterra um lugar fertil pra conseguir um emprego decente, com eles veio toda uma cultura estetica & musical...roupa inspiradas nos filmes de Mafioso dos anos 40 & 50, vingariam num nome de mesmo peso: RUDE BOYS! A musica desses garotos da ilha também fez o sucesso esperado se misturando com a musica que os "MODS" já curtiam (jazz, soul, r&b), o Ska logo foi aceito rapidamente nos encontros & festas, logo Mods & Rude Boys seriam uma turma só!

Em 64 explodiu a guerra de gangues: Mods & Rockers se pegavam a cada encontro, desses confrontos a cena Mod teve sua primeira ramificação: Mod Classico & Hard Mods...

- Mod Classico : roupas alinhadas, ternos & sapatos italianos, gravatas 3/4, parka!

- Hard Mod : roupa casual - polo, jean, parka ou harrington, tennis ou sapato de camurça (posteriormente botas cano baixo)

em 66 a cena se dividiu novamente, o Mod Classico já estava em baixa, a maioria tinha partido pra uma cena mais psicodelica, de roupas coloridas de seda e cabelos mais compridos que o habitual - sobraram alguns Hard Mods que inpulsionados pela Copa de 66 (onde a Inglaterra fora campeã), deram inicio a um fanatismo nos estadios que deu origem ao Holliganismo, as brigas aumentaram & os encontros entre Hard Mods & Rude Boys eram cada vez mais fortes, a união estava cada vez mais presente!

Da união entre a estetica Hard, a Sonoridade dos Rudes & a truculencia do Holligans... nasceria uma 4 cena: Skinheads!

Logo a cena "Psicodelica" virou hippie, que eram jovens de classe media alta, que ficavam nas ruas de Londres jogados pelo chão... a cena Skin era totamente contraria a essa ideia, por ter uma postura operariada, de trabalhar dia apos dia, adotou um visual que lhe cabia melhor & de certa forma pra rebater os hippies (suspensorio, jeans, botas, polo & harrington), deixou o cabelo curto (até por facilitar na hora das brigas) & manteve o som que já traziam dos tempos dos primeiros Mods, dando mais prioridade ao Ska & suas ramificações (Rocksteady & Early reggae)!

A cena Skin durou pouco, apenas o ano de 1970, deu muitos frutos, como os Suedeheads, Sharps & Rashs...(esses dois ultimos com ideologias direcionadas)!

no final dos anos 70, com o BUMMM do punk nos EUA & Inglaterra os Skin voltariam fortes dentro do cenário Street Punk (depois chamado de OI!), o Mods teriam seu revival misturando a cultura 60´s com o peso do punk, assim como bandas de Ska enfatizariam o orgulho Rude Boy graças a gravadoro 2TONE!

No Brasil, a banda Ira! deu o ponta pé inicial, chamando uma série de garotos pra montar suas bandas - Faces & Fases, Charts, Relespublica, Parkas Verdes, Px200, Laboratorio Sp, Tarja Preta & Modulares!

Mais como todo revival também sugere um modismo, tudo entraria num ostracismo bem demorado, até que voltaria forte no final dos anos 90, com algumas bandas citadas a cima....graças também ao Britpop com influencias sixties feito por bandas como Ocean Color Scene & Supergrass!

O Mundo se entrega novamente ao passado...não igual, não diferente...mas o mesmo, sem novidades, apenas o interesse de manter algo bom vivo...a postura reta & as memorias certas!"

André Mod

Mantenham a fé pipocos, e até semana que vem!



terça-feira, 16 de junho de 2009

A origem das espécies*

Seja mod ou seja skin, o importante é ter elegância na vida. Aqui vai uma pequena e curiosa lista sobre as origens de algumas peças de vestuário masculino.

POLO – Quem inventou a polo foi o tenista francês René Lacoste. Mas quem acha que o logo do crocodilo nasceu porque o cara era um réptil nas quadras se enganou. O apelido surgiu quando ele faturou uma mala de couro de crocodilo, numa aposta com seu treinador. A camiseta polo ganhou o logo do bicho, sem que René soubesse que estava criando uma marca que seria referência mundial de moda.

SUSPENSÓRIOS – Foi em 1871 que Samuel Clemens, conhecido como Mark Twain, patenteou os suspensórios nos Estados Unidos. O que ele não podia imaginar é que seu invento praticamente perderia a função de segurar as calças entre os mais jovens, mas que vira e mexe ele apareceria nos looks de desfile, soltos em cima do traseiro, para criar um efeito rock’n’roll.

TÊNIS – Em 1800, surgiram os primeiros sapatos com solado de borracha, chamados de Plimsoll, específicos para praia. Foi em 1892 que a Goodyear, empresa de sapatos de borracha, parte da divisão da United Status Rubber Company, começou com o processo da vulcanização resultando num tênis chamado Keds. Para quem achava que a Converse era a primeira, eles só lançaram sua versão de tênis em 1908.

MALHA ESCOCESA - Como os arquivos da Pringle of Scotland, famosa marca escocesa de malhas, foram perdidos num incêndio, ninguém sabe ao certo quem inventou o padrão argyle (losangos multicoloridos inspirados no clã escocês Argyle), mas diz a lenda que o Duque de Windsor, inventor de outras famosas peças masculinas, encomendou uma malha de padrão xadrez para combinar com suas meias axadrezadas.

CAMISA COM BOTÕES NO COLARINHO – Antes de 1896, os colarinhos das camisas voavam a favor do vento. Foi a famosa marca americana Brooks Brothers que introduziu botões nos colarinhos das camisas. Até hoje a marca é considerada uma das mais famosas do mundo quando o assunto é camisa masculina.

JEANS – 1853, corrida do ouro em São Francisco, Califórnia. Levi Strauss e seu cunhado David Stern, donos de uma loja de tecidos e roupas para mineradores, criaram o primeiro Blue Jeans. Em 1872, surgiram os rebites. Com o sucesso de vendas das calças, a dupla patenteou o invento. Em 1890, anunciaram o nascimento do modelo 501.

MOCASSIM DRIVE - O primeiro sapato para dirigir deve ter sido criado pela Carshoe lá pelo meio dos anos 60, mas a Tod’s, outra potência em mocassins masculinos, se declara a inventora.

AVIADORES – Muito antes de o Tom Cruise acelerar sua moto e seu avião de caça em Top Gun, os óculos de hastes metálicas e lentes esverdeadas eram usados pelos pilotos da Força Aérea americana. Quem desenvolveu foi a Ray-Ban, em 1936, marca que continua líder de mercado até hoje.

CASACO DE CHUVA - O primeiro casaco resistente à água surgiu em 1823, quando o químico escocês Charles Macintosh juntou uma camada de borracha com tecido de lã. Nascia o conhecido casaco MAC.


*Texto extraído da Revista VIP - maio de 2009

E não se esqueçam do post sobre a enquente, que foi publicado ontem. Acusem-se e comentem sobre as alternativas escolhidas. Mantenham a fé e até semana que vem!