terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Skinheads sí, pero no mucho




Esse post era para ser sobre o Jeff Buckley. Um post bonitinho. Mas dado os últimos acontecimentos eu não podia deixar de falar. O que aconteceu com a brasileira na Suíça, a qual não lembro o nome foi realmente lamentável. Atribuir isso a skinheads é lamentável. Surgirem boatos de que a menine é louca do cu, não estava grávida coisa nenhuma e que se auto-mutilou é lamentável e absurdo. É tudo lamentável e cheio de repetições se querem saber.
Eu queria falar sobre a minha própria relação com os skinheads. Digamos que 78% das pessoas que me conhecem sabe que eu não sou do tipo arruaceira. Não sou fanfarrona, nem dada a comportamentos estranhos. Não ando com pessoas fora do comum (porque de perto ninguém é normal mesmo), nem com ladrões de galinha.

Fato mesmo é que toda a torcida do Flamengo sente medo. Eu também ficava apavorada. Lembro quando prenderam dois skinheads suspeitos de atos racistas na minha cidade. Saiu no JN e todo mundo ficou comentando durante semanas. A verdade é que nem todo skinhead é bundão, dado a xenofobias ou coisa que o valha.

Estudando mais a fundo a cultura mod, da qual me considero parte e tenho orgulho, acabei por descobrir a verdadeira história por trás da Cultura Skinhead. Eu poderia começar a falar aqui sobre como tudo começou, o Spirit of 69, etc., mas vou deixar isso para outros posts. Digamos assim, que uma pessoa se aproprie de algo que não lhe pertence, dá um significado totalmente diferente do original e saia espalhando isso como se fosse a verdade absoluta. Acho que é bem essa a relação entre os skinheads e a mídia.
Entendam que não estou tentando defender os skinheads, dizendo que manipularam as notícias. Nem dizendo que esses filhotes do neo-nazismo são uns coitados que merecem clemência, estou apenas tentando explicar até qual ponto algo é ficção ou não. É o lance de saber o outro lado da história. É ter mais de uma fonte formadora de opniões.

Eu comecei a me enturmar com a carecada há bem pouco tempo. Tudo por causa de um festival de Oi! que aconteceu em Nova Hartz que eu estava afim de ir. Acabei entrando em contato com o Dé, guitarrista de uma das bandas que tocaram e um dos que estavam vendendo ingressos. Entre conversas de msn e orkut, eis que surge o Vini, o vocalista da banda. Três perdidos numa noite suja. Dois skinheads e uma mod saem para tomar cerveja, jogar sinuca, ouvir ska e falar frivolidades. É bom saber que existem pessoas que pensam parecido. Que fazem faculdade na mesma instituição que tu, que trampam ou estão atrás de trampo, que trocam papos e risadas, mas que fazem parte de subculturas diferentes.

Ninguém é monstro. Eu não ia me meter com que não deve. As pessoas que considero amigas e fazem parte do meu círculo de amizades felizmente ainda tem a cabeça no lugar. O Vini tinha apanhado dos nazistas na semana que nos conhecemos, estava com um galo na cabeça. É motivo para risada saber que ainda existem fascitas em plena Caxias da cultura italiana bagaça cheia de radicci e polenta. A parte ruim é sempre ter que se explicar. Afinal, podem pensar que eu tenho ligações com a máfia, sou de direita e nazistinha nariz arrebitado. Prefiro chegar em casa e não falar nada mais do que "Olha, mãe. Esses são meus amigos". Ninguém gosta de viver escondido, digamos assim, mas essa proteção é necessária para os ignorantes de plantão.

Para quem quiser se aprofundar melhor sobre a cultura skinhead que não é dada a baboseiras, sugiro procurarem por skinheads s.h.a.r.p no google. Sharp significa Skinheads Against Racial Prejudice, isto é, Skinheads contra o preconceito racial. É o maior grupo skinhead anti-nazista e anti-fascista. Prometo falar sobre isso em posts próximos. Prometo melhorar meu modo de escrita também.

Até mais!
Keep the faith!
Beijos da Pê.

7 comentários:

  1. achei legal teu post e tals.
    acho interessante pessoas se manifestarem em prol da verdade, combatendo a ignorância que nos causam.

    SHARP - BRASIL www.sharpbrasil.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. e o caso da brasileira, que por sinal é pernambucana, virou piada.

    falando em entender a cultura de determinado grupo, ontem fui procurar por 'Jah', acabei encontrando muitas coisas sobre um cara chamado Salassie

    depois se tuh quiser saber procura no wikipedia.
    pra mim os tais 'rasfaris' são uns 'rastafuleragi'

    não sabem os ideiais do nome que pregam!

    bom.. é isso
    e sobre a mono..é até um caso a se pensar... uma dia temos que nos juntar e voltar a conversar sobre o tudo e sob o nada!

    ResponderExcluir
  3. Muito bom o texto, acho que internet serve pra isso mesmo: pra gerar discussão a respeito de algum assunto, e acho que você tocou no ponto, fia.

    Parabéns!

    P.S.: Linkei o blog lá no meu (ui)...

    ResponderExcluir
  4. Pena que a maioria os S.H.A.R.P brasileiro e uma vergonha de queer skin disfarçado! alem de paga pau de politicos de esquerda!

    acho que o povo nao sabe estudar e ver que se remete ao espirito 69.. NÃO HAAAA como ter ligaçao com politica seja ela qual for!

    Abraços penny


    SKID 1903

    Orgullo en las calles!

    ResponderExcluir

Mesmo com a moderação de comentários, use seu bom senso. Caro (a) anônimo (a), por favor, identifique-se no comentário!