terça-feira, 28 de abril de 2009

Gavin Watson

Na década de 1980, Gavin Watson começou a fotografar seus amigos, os Wycombe Skins. Suas milhares de imagens tentam retratar candidamente uma sub-cultura que frequentemente é mal interpretada pelo mainstream. Em 1994, Skins por Gavin Watson foi publicado pela 1ª vez.

Gavin Watson nasceu em 1965 em Kingsbury, Londres. Aos treze anos ganhou sua primeira câmera, uma Hanimex. Depois do crescente interesse de Gavin pela fotografia, seu pai, Richard, lhe presenteou com uma Zenit TTL e mais tarde com uma Olympus OM1.


"O que eu aprendi como fotógrafo, eu ensinei a mim mesmo...Eu me tornei skinhead pela música e pela atenção que recebia, especialmente das garotas. Eu amava música dançante e garotas, e a cena Two Tone parecia ter tudo isso. Eu me achei no meu ambiente, que foi a nova geração do multi-cultural crianças que estavam próximos da idade, jamaicanos, irlandeses, etc".


A foto que vocês estão vendo aqui foi tirada com a Olympus OM1. Naquela época não havia a possibilidade de fazer a foto para depois editá-la, um luxo da era digital. O dinheiro era pouco e Gavin tinha um cuidado especial com cada foto que tirava. Seu pai, um engenheiro, conseguiu o equipamento adequado e revelava os negativos de Gavin em casa.


"A promessa de uma rica e fascinante vida, como vi na TV estava em todo lugar, o novo ópio, como a mais dura contra a realidade e futuro desolador que parecia extremamente aborrecido, em comparação com o que essas outras pessoas tiveram, você sabe, essas "pessoas perfeitas 'na caixa".


Levando sua câmera para todos os lugares, Gavin seguiu sua compulsão de retratar seus amigos em cenas únicas.


"As histórias são as coisas mais importantes. As histórias, os mitos, as memórias, isso era o que realmente importava, memórias de um tempo em que você era jovem e cagava e andava...pelo menos fingia que sim".


Além do livro Skins, publicado em 1994, Gavin lançou recentemente o livro de imagens Skins and Punks.
Tu pode ver mais do trabalho dele nos perfis do my space: www.myspace.com/gavinwatsonskins e www.myspace.com/skinsbook

Até o próximo post! ;)




sexta-feira, 24 de abril de 2009

Who's on stage? Who!

O melhor trocadalho do carilho de todos os tempos. Só quem teve uma infância Looney Tunes sabe. Bom fim-de-semana a todos, pipocos.
PS: em português ou qualquer outra língua essa piada não faz sentido.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Da arte de ser um mod


Lendo então o post de uma amiga virtual, que por sinal escreve muitíssimo bem, tive uma "espécie" de idéia para um novo post: a arte de ser um mod.
Não vou escrever aqui a definição de MOD como subcultura, pois acho que isso deve estar meio claro para a gurizada que acompanha o blog. Mas no caso contrário, é sempre bom dar uma pesquisadinha básica no wikipedia ;)
Ser modernista é uma arte. Acho que os modernistas contemporâneos se diferem muito daqueles que inciaram o movimento. Muita coisa mudou, já lá se vão quase 50 anos entre um em e outro.
Uma das coisas que eu gosto de pensar é que os modernistas de hoje já se livraram do ranço de manter a imagem acima de tudo. Já nos livramos da tríade música-roupa-scooter. É claro que ainda tem gente que pensa assim, e como eu escrevi no post sobre as lições básicas do mod wannabe, para muita gente imagem ainda é tudo.
Falemos de outra forma. Tu me pega no meu quarto lendo tranquilamente uma edição de "Minha Luta", livro escrito pelo próprio Adolf Hitler. Tu vai me rotular nazista pelo ato? Obviamente que não. Assim deveria ser com o modernismo.
O modernismo com o passar dos anos ganhou uma amplitude muito grande, ganhou vários significados, por isso é tão difícil pra mim responder "Por que sou modernista?"
Sem querer parecer hipócrita ou qualquer coisa do gênero vou logo dizendo: eu, como todo ser humano, também passei pelo frescor juvenil de querer fazer parte de algo, de me sentir socialmente aceita. Mas por que o modernismo?
Sou uma apaixonada por cultura dos anos sessenta. Acho que foi uma época de ouro entre tantas, onde foi produzida muita música boa, muito filme bom. Onde a síntese de tudo o que foi bem feito foi reunido numa década. Quem me conhece pessoalmente sabe também que sou beatlemaníaca doente. Ora pois, onde mais eu poderia reunir todas as minhas paixões sem parecer um ser de outro planeta? No modernismo, claro.
O modernismo é a sub cultura que vem mais a calhar com a minha personalidade. Isso soa horrores de falsidade, mas em momento algum me tornei mod porque o filho da vizinha também era. Eu virei mod porque me identifiquei com tudo isso desde o primeiro momento. Além do mais prefiro dizer que sou modernista, do que dizer que sou uma anarco-punk e nunca ter lido sequer uma obra do Bakunin (isso é feio, isso é muito feio, vocês são crianças muito más, hein?)
Aliás, é algo estranho isso. Eu moro na maior cidade do interior do meu Estado, ela tem quase meio milhão de habitantes, é um polo metal-metalurgico para onde vem pessoas do estado e do país inteiros, recebeu do Ministério da Cultura o título de "Capital da Cultura 2008" e ainda assim o modernismo não é difundido. Vamos combinar que o Rio Grande não tem sido o solo mais fértil para a difusão do modernsimo.
O modernismo é inexpressivo no RS, posso dizer com convicção. Se tivesse um censo que fizesse a contagem de quantos modernistas, skinheads, punks ou patricinhas existem no Estado, estaríamos de fora.
Agora, o que é ser modernista? Não é um rótulo como ouvi um menino que se intitula "mod em formação" dizer. Somos uma família. Trabalhamos, estudamos, às vezes fazemos as duas coisas juntas. Somos politicamente conscientes. Gostamos de ouvir as famigeradas músicas de pai, somos retrolóides. Preferimos roupas com modelagem diferente, com corte diferente por acharmos mais elegante nos vestir de tal maneira. Somos revivalistas, nunca saudosistas! Orra, tenho apenas 23 anos, como posso ser saudosista de uma época que nem vivi?! Mas acima de tudo não somos adeptos de modinhas.
Se quiserem achar que os modernistas são um bando de bobalhões que pensam que o mundo é uma bola de chiclete mascada na década de 1960, tudo bem. Podemos ser bobalhões, mas somos bobalhões com consciência.
Muitas vezes me pego desiludida com o movimento e com os rumos que ele anda tomando, por causa de pessoas que difundem erroneamente o modernsimo, mas continuo mantendo a fé, e apesar de tudo tentando abrir a minha cabeça para pessoas que fazem parte de "tribos" diferentes da minha. Tudo pela paz mundial.
Até o próximo post, galere.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Mod terms


Pesquisando na internet referências de imagens para um trabalho de fotografia de moda que tenho que fazer, acabei conhecendo um site chamado retrowow.co.uk, e nele achei algo bem interessante e que de certo modo eu não conhecia, pelo menos não todos: The Mod Terms. E vai in English mesmo!


Faces were top Mods who were seen as taste makers in the Mod movement, the first to start a new trend.


Numbers were younger Mods. The term came from having t-shirts with numbers on. For a time The Who called themselves The High Numbers; the name was meant to appeal to the Mod market. Younger Mods were also called sixes and sevens because the t-shirts cost 7/6 from Woolworths.

Tickets could also mean the same as Numbers, or might have referred to people with no fashion sense. A First Class Ticket being the worst offender.

Mockers copied both Mods and Rockers, and mixed and matched from both.

Mids did the same, but by accident rather than design.

States were people who tried to be Mods, but could not get the look right. Alternatively this term was used to describe Rockers by Jimmy in Quadrophenia. It meant in a bit of a state.


E aí, em qual vocês se encaixam?