terça-feira, 30 de março de 2010

Italian Mods - Anos 80

Esta semana trago um documentário bem bacana sobre os Mods Italianos na década de 80. Documentário curtíssimo do canal italiano RAI, mas infelizmente sem legendas. Mesmo assim, espero que gostem!



Espero que tenham gostado. Mantenham a fé e até semana que vem!

terça-feira, 23 de março de 2010

"Skinhead Nation" - George Marshall (livro - download)

O skinhead verdadeiro é completamente diferente daquele retratado em manchetes de jornais e mídia afora, e é exatamente isso o que o livro "Skinhead Nation" lançado em 1996 por George Marshall pretende mostrar. Por isso nesta semana eu trago ele para download. O formato é PDF, porém ele vem sem ilustrações =( Mesmo assim, espero que gostem.



Espero que tenham gostado. Keep the faith e até semana que vem!

terça-feira, 16 de março de 2010

Cris Castro


Esta semana trago mais uma das sempre bem-vindas contribuições de Cris Castro

"Quando você caminha por uma tempestade
Sustente sua cabeça alto
E não tenha medo da escuridão ao término da tempestade há uma estrela dourada (céu)
E a doce canção prateada de uma cotovia

Caminhe em. . .
Pela chuva. . .
Caminhe em. . .
Pelo Passeio de chuva pelo vento
E seus sonhos sejam lançados e soprados. . .

Caminhe em. . . (caminhe em)
Caminhe em. . . (caminhe em)
Com esperança (com esperança)
Em seu coração. . .
E você nunca caminhará só
Você nunca caminhará só.
Só. . ."

[Cris Castro]

Espero que tenham gostado. Mantenham a fé e até semana que vem!

terça-feira, 9 de março de 2010

Os Brasas - Os Brasas (1968)

Esta semana trago para vocês um dos discos mais importantes da Jovem Guarda, Os Brasas de 1968.



Na ativa entre os anos de 1965 e 1969, os Brasas foi uma banda gaúcha de maior destaque na Jovem Guarda. Formado no bairro Partenôn, em Porto Alegreno em meados de 1964, The Jetsons - como eram conhecidos antes - gravaram em 1967 o EP Vivo a Sofrer/ Lutamos para Viver.

A jornada deles começa em meados da década de 1960, quando bandas como The Kinks, The Rolling Stones e The Beatles faziam a cabeça dos jovens porto-alegrenses da época. Muitas bandas de garagem surgiram em bairros como Lindóia, Teresópolis e Navegantes.
Com Os Brasas não foi diferente, na rotina de três ou quatro bailes por noite que os rapazes enfrentavam na época, o quarteto formando pelos guitarristas Luís Vagner e Anyres Rodrigues, o baterista Edson da Rosa (Edinho) e o baixista Franco – tocava Beatles e Stones.
Porém, a grande chance veio no ano de 1966, quando abriram os shows de Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani, entre outros no Ginásio da Brigada Militar.
Durante este período aprensentaram-se no programa de Eduardo Araújo, além de terem sido convidados a integrar a Banda Jovem do Maestro Peruzzi.
Hoje, passados mais de quarenta anos do lançamento deste disco, cada integrante seguiu um caminho diferente: Luís Vagner hoje é um nome respeitado dentro do samba rock e do reggae no Brasil; o baixista Franco Scornavacca é empresário da dupla Zezé di Camargo & Luciano e dos filhos Kiko, Leandro e Bruno, do KLB; Anyres que chegou a morar durante 5 anos no Japão e foi o autor da música tema da novelinha mexicana Carrosel, hoje tem um estúdio em São Paulo e o baterista Edinho acompanhou durante muito tempo as gravações dos amigos Luís Vagner e Anyres, além de artistas como Jair Rodrigues e Luís Loy. Em junho de 1999 acompanhando a cantora Ivete Souza, Edinho passou mal depois de ser internado por problemas hepáticos e não resistiu.




01 - A Distância
02 - Beija-me Agora
03 - Um Dia Falaremos de Amor
04 - Quando o Amor Bater na Porta
05 - Meu Eterno Amor
06 - Que Te Faz Sonhar, Linda Garota
07 - Pancho Lopez
08 - Ao Partir, Encontrei Meu Amor
09 - Benzinho, Não Aperte
10 - Theme Without A Name
11 - Não Vá Me Deixar

Download

Espero que tenham gostado, vejo vocês na semana que vem! KTF!

terça-feira, 2 de março de 2010

Marcas associadas a skinheads querem recuperar sua reputação

Matéria publicada pelo site do jornal almão Deutsche-Welle no dia 16/02/2010. Autor: Nick Amies (av) Revisão: Roselaine Wandscheer .


Nem todos os que raspam a cabeça, usam botas e suspensórios são necessariamente neonazistas. Em sua origem, o movimento skinhead é operário e multiétnico, e as marcas contaminadas pela extrema direita acentuam esse fato.

O vestuário tem sido parte importante da cultura skinhead desde a década de 1960, quando um cisma dividiu a cena mod (abreviatura de modernist) britânica em dois grupos: peacock mods ("mods-pavão") – menos violentos, mais abastados e ocupados com a moda, preferindo roupas caras – e hard mods – endurecidos por sua vida menos privilegiada e cuja imagem era mais proletária.

No fim da década, estes últimos ficaram conhecidos como skinheads (cabeças peladas). Seu modo de viver e vestir havia se afastado cada vez mais da fascinação da classe média pelo "último grito", sedimentando uma imagem prática e que convinha a seu estilo de vida: botas de bico de metal, calças jeans de corte reto, blusão e suspensórios.

Tratava-se de uma robusta fusão dos estilos jovens dos negros – na maioria, jamaicanos – com o da classe operária inglesa. Logo os "skins" adotavam um uniforme com base nos jeans da Levi's e nas camisas pólo ou de abotoar, com mangas longas ou curtas, das marcas Ben Sherman, Fred Perry ou Brutus.

Absorção pela extrema direita

Quando, em meados dos nos 1970, o movimento punk e a morte do idealismo da década anterior trouxeram anarquia e desespero social, os grupamentos de extrema direita perceberam potencial na atitude de violência e patriotismo ferrenho que certos skinheads punk começavam a manifestar. Por toda a Europa, os radicais de direita passaram a recrutar skins brancos e a promover a imagem skinhead entre seus membros mais jovens.


Embora tenham adotado um corte de cabelo ainda mais curto, jeans mais apertados, calças de combate e botas de cano alto, esses skinheads neonazistas mantiveram os blusões Brutus e Ben Sherman, suéteres Lonsdale e cardigãs Fred Perry. Como resultado, a moda e o movimento skinhead tornaram-se sinônimos de extrema direita, racismo, neonazismo.

Na realidade, vindos das classes operárias, os skinheads tradicionais se identificavam com os imigrantes de todo o mundo no trabalho manual, nas comunidades herméticas e nas horas de lazer dançavam junto com seus companheiros jamaicanos.

Retorno ao multirracial

Nessa confusão de referências e identidades, as marcas de roupas adotadas pelos skinheads, de extrema direita ou não, assumiram, à própria revelia, uma conotação política. Esse peso simbólico é tão importante que os neonazistas da Alemanha se afastaram das "inocentes" marcas originais em favor de outras, claramente associadas a suas convicções políticas, como a Pitbull e a Thor Steiner, observa Bernd Richter.

Segundo o pesquisador alemão dos movimentos de extrema direita e de seu simbolismo, algumas das marcas contaminadas pela associação de direita estão agora aplicando estratégias coordenadas para limpar sua imagem.



A Fred Perry, por exemplo, empregou personalidades públicas populares, como o músico britânico Paul Weller, para aproximar suas roupas do público rock e indie. Até recentemente, o tenista Andy Murray (foto) era a imagem de sua linha esportiva.

"Essas casas também usaram modelos étnicos para promover igualdade em sua publicidade, evocando as origens dos skinheads, quando o seu meio era multirracial", observa Richter.

Black music x white power

Com o fim de transmitir uma imagem positiva para a próxima geração, essas marcas desenvolveram atividades de base, envolvendo interação e apoio ao público jovem. Segundo uma fonte ligada a Fred Perry e Ben Sherman, que preferiu não ser identificada, essas duas marcas abordaram o problema da associação neonazista de várias maneiras sutis.

"Elas deixaram de fornecer para as lojas que serviam a essa área do mercado, removeram de suas coleções certos artigos com associações mais fortes, e pararam de vender as roupas mais baratas. Isto colocou ambas num outro patamar, e são vistas hoje como grifes de designer."

Bill Osgerby, professor de Mídia, Cultura e Comunicação pela Metropolitan University de Londres, aponta uma tendência paralela: os skinheads tradicionais, em especial a geração mais velha, afastaram-se cada vez mais da imagem racista. Eles formaram grupos de ação e promovem suas raízes jamaicanas, o estilo e a música afro-caribenhos característicos do movimento original.

"Como os skins tradicionais costumavam dizer: você não pode ter as raízes na black music e estar no white power", conclui Osgerby.