terça-feira, 27 de abril de 2010

Crazy 50's and 60's Compilation Volume 1

Essa aqui vai para o meu amigo Jo-jo do blog Festa Mod.


Se tem uma coisa que eu gosto muito na internet é a possibilidade de sempre descobrir coisas novas. É por isso que nesta semana eu trago uma compilação para animar qualquer festinha - Crazy 50's and 60's Compilation - que traz um pouco de tudo para os Mockers de plantão. São 141 músicas divididas em 3 volumes para nenhum mod ou rocker colocar defeito. É só apertar o play e se dvertir. Enjoy it!

1. Andre Brasseur – De kid
2. Barbara George - I Know
3. Betty Harris - Ride Your Pony
4. Billy Lee Riley - Got The Water Boilin' Baby
5. Bo Diddley - You Can't Judge A Book By Its Cover
6. Bob & Earl - My Little Girl (Instr.)
7. Bob Kuban & The In Men - The Cheater
8. Bob Roubian - I'm Gonna Marry That Girl
9. Bruce & Terry - Summer Means Fun
10. Buddy Holly - Brown eyed handsome man
11. Caterina Caselli - Sono Qui Con Voi (baby Please Don't Go)
12. Chordettes - Lonely Lips
13. Cliff Noble and Company - The Horse
14. Club Classic - SHADOWS OF THE KNIGHT – Shake
15. Conway Twitty - Shake It Up
16. Creation - I Got The Fever
17. Crests - Step by step – 1959
18. Crests - The Angels Listened In
19. Crystals - Da Doo Ron Ron
20. Curtis Lee - Pretty Little Angel Eyes
21. Dandy Livingstone - A Message To You Rudy
22. Darrel Banks - Angel Baby
23. Dave Clark Five - Glad all over
24. Dee Dee Sharp - Baby Cakes
25. Del Shannon - Keep Searchin' (We'll Follow The Sun)
26. Desmond Dekker – Israelites
27. Dianne Reeves & Lou Rawls - Fine Brown Frame
28. Dickey Lee - I Saw Linda Yesterday
29. Dion & The Belmonts - Runaround Sue
30. Don & Juan - What's Your Name
31. Don Lang - Rock Around The Island
32. Doris Troy - Just One Look
33. Earl Van Dyke - 6 X 6
34. Earls - Remember Then
35. Eddie Fontaine - Nothing Shaking (But The Leaves On The Trees)
36. Eddie Hollman - Eddie's My Name
37. Eddie Purrel - The Spoiler
38. Edwin Starr - Twenty-Five Miles
39. Elvis Presley - A Fool Such As I
40. Elvis Presley - Kissin' Cousins
41. Elvis Presley - One Broken Heart For Sale
42. Equipe 84 - Resta (Stay)
43. Everly Brothers - Bye Bye Love
44. Fascinations - Girls Are Out to Get You
45. Father's Angels - Bok To Bach
46. Fats Domino - My Blue Heaven
47. Fi-Dels - Try A Little Harder

Espero que tenham gostado. Vejo vocês na semana que vem. Mantenham a fé.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mod - Visitando a Cena - Trama Virtual

Esta semana trago para vocês o vídeo do quadro Visitando a Cena exibido pelo programa da Trama Virtual que fala um pouco sobre a cena MOD em São Paulo. Espero que gostem!



Até semana que vem!! Mantenham a fé!

terça-feira, 13 de abril de 2010

V.A. Goldwax Northern Soul - 2009 (download)

Esta semana trago para vocês esta coletânea de Northern Soul que, como o próprio nome e o próprio selo já dizem, é o ouro. Espero que gostem!!


01. Spencer Wiggins - Let's Talk It Over
02. Ovations Featuring Louis Williams - They Say
03. James Carr - A Losing Game
04. Percy Milem - Call On Me
05. Phillip & The Faithfuls - What'cha Gonna Do
06. Vel Tones - I Do
07. Lyrics With The Top Notes - So Hard To Get Along
08. George & Greer - To Me It's Storming
09. Ivory Joe Hunter - Every Little Bit Helped Me
10. Wee Willie Walker - I Ain't Gonna Cheat On You No More
11. George Jackson - You Gotta Have Soul
12. Spencer Wiggins - Love Attack
13. Barbara Perry - A Man Is A Mean Mean Thing
14. Dorothy Williams - The Well's Gone Dry
15. James Carr - That's What I Want To Know
16. Ovations Featuring Louis Williams - Qualifications
17. Timmy Thomas - It's My Life
18. Wee Willie Walker - I Don't Want To Take A Chance
19. Lyrics - Now,Girl
20. Phillip & The Faithfuls - If You Love Her
21. Percy Milem - I Slipped A Little
22. Spencer Wiggins - Lonely Man
23. Barbara Perry - You Ain't Woman Enough
24. James Carr - Coming Back To Me Baby


Espero que tenham gostado! Mantenham a fé e até semana que vem!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Morre Malcolm McLaren, empresário dos Sex Pistols


Fonte: IG

O produtor Malcolm McLaren, ex-empresário dos Sex Pistols, morreu na manhã de hoje em Nova York. Ele tinha 64 anos e sofria de câncer. Seu corpo deve ser transportado para Londres, onde ele nasceu, para ser enterrado no cemitério de Highgate.
McLaren teve papel fundamental na formação dos Sex Pistols, banda que popularizou o movimento punk nos anos 70. Foi ele, por exemplo, quem trouxe o vocalista John Lydon (rebatizado Johnny Rotten, ou 'Joãozinho Podre) para o grupo.

Antes de comandar os Sex Pistols, McLaren foi proprietário da loja de roupas Let It Rock (depois batizada de Sex), junto com a futura estilista Vivienne Westwood, sua mulher na época. O agressivo visual do punk britânico - roupas rasgadas e alfinetes - foi criado pelos dois.

Ele também foi empresário da banda americana New York Dolls. No grupo, um dos precursores do punk, ele testou várias ideias (e, segundo seus detratores, apropriou-se de várias outras) que depois seriam utilizadas nos Sex Pistols.

Apesar de sua importância, McLaren sempre foi uma figura controversa. Era odiado por fãs dos Sex Pistols, que o consideravam apenas um marqueteiro, e também pela própria banda, com quem brigou por vários anos por questões contratuais.

Após o fim do grupo, em 1978, ele dedicou-se a diversos projetos musicais. Flertou com o rap em 1983, com o disco Duck Rock, e com a house music em 1989, no álbum Waltz Darling. Seu último trabalho, Shallow: Musical Paintings, é do ano passado.

O porta-voz de McLaren, Les Molloy, afirmou ao jornal britânico The Independent que ele enfrentava o câncer há bastante tempo. "Recentemente, ele estava bem de saúde, mas seu estado piorou muito rápido", declarou.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Muito além da motown*

*texto Alexandre Duarte - Retirado do site Raça Brasil.



O sucesso da empreitada de Berry Gordy Jr. abriu as portas para outros negros fundarem seus selos e darem chance para as criações de novos artistas com uma liberdade até então pouco experimentada.


Desde que o folclorista norte-americano John Lomax entrou nas prisões e nas fazendas do Texas, no começo do século XX, para gravar spirituals, work songs, blues e folks cantados pelos negros nos Estados Unidos, a música nunca mais foi a mesma. John e seu filho, Alan Lomax, foram os pioneiros na gravação de música folclórica norteamericana, que tinha duas raízes: Irlanda e África. Nas gravações apareceram pela primeira vez os registros do que formaria a base da música americana, ou seja, o blues, que se ramificaria inumeráveis vezes em jazz, soul, funk, rock´n´roll, disco e muito mais. Com o surgimento da indústria fonográfica, as gravadoras começaram a pipocar. Norman Granz, Alfred Lion, Ahmet Ertegün, Creed Taylor, Jim Stewart, Leonard e Phil Chess eram alguns dos fundadores de selos musicais importantes que exploravam, basicamente, música feita pelos negros nos EUA, tornando nomes como Ray Charles, Otis Reading, John Coltrane e outros conhecidos mundialmente. Só tinha um detalhe: apesar de todos gravarem em sua maioria artistas negros, os donos dessas gravadoras eram brancos. Nativos ou descendentes de imigrantes, todos se davam bem com os seus músicos e viviam em um ambiente em que a segregação perdia feio para o amor à Música. Mas ainda assim faltava uma base de confiança: uma gravadora capaz de entender todos os anseios criativos e políticos, não só dos músicos, mas do público negro que começava a se levantar contra o sistema estabelecido até então. Nesse momento Berry Gordy Jr. entra em ação.

A mais poderosa


Em 14 de janeiro de 1959, Berry Gordy Jr., produtor musical que havia descoberto a banda de Smokey Robinson, a The Miracles, fundou a Tamla Records depois de pegar um empréstimo de 800 dólares com sua família. Um ano depois, um novo selo, a Motown Records, que incorporou a Tamla e se tornou a mais poderosa gravadora de música negra da história fundada por um negro. A Motown nasceu em Detroit, sob a junção de “motor” com “town”, já que a cidade era conhecida como a “cidade motor” por causa das fábricas de automóveis e da Boeing. O auge criativo foi nos anos 1960 e 1970, mas o selo dura até hoje, subsidiado pela Universal Music. Foram também os artistas da Motown os únicos capazes de concorrer com The Beatles nas paradas de sucesso e vendas de discos na época. “O processo de transformação e aceitação de músicos negros em lugares onde não era permitida a entrada deles, a credibilidade artística e uma indústria monstruosa em formação permitiram que isso acontecesse”, diz Jorge DuPeixe, da Nação Zumbi. Isso, aliado a nomes, que representavam essa disputa, a canções que falavam mais do que “eu te amo” em suas letras, foi essencial, não só para o crescimento da gravadora, mas também para a afirmação do movimento negro e sua representatividade na mídia, já que era impossível ignorar artistas tão populares e talentosos quanto Marvin Gaye, Stevie Wonder, Supremes (com Diana Ross), The Jackson 5, Temptations e outros. Para lembrar, Michael Jackson, nos anos 1980, lançou pela Motown o disco Thriller, o mais vendido da história da música mundial. O sucesso da empreitada de Berry Gordy Jr. abriu as portas para outros negros fundarem seus selos e concederem a chance para novos artistas criarem com uma liberdade até então pouco experimentada. Assim, surgiram gravadoras fundamentais, embora menos conhecidas. “Acho que toda a fundação e alma da música mundial são de origem ‘negra’. Do rock, passando pelo mento, calypso, blues, soul, samba, frevo, jazz. Os selos só estavam no lugar certo, na hora certa”, complementa Jorge. Conheça agora outras importantes gravadoras fundadas por negros entre os anos 60 e 70:

Curtom


Quem também estava no lugar certo há muito tempo era Curtis Mayfield. Multi-instrumentista e um dos mais importantes compositores norte-americanos de todos os tempos, ele se tornou conhecido com a banda The Impressions, que atravessou os anos 1960 fazendo sucesso. Curtis também foi um dos primeiros músicos negros a se envolver na briga pelos direitos civis e a fazer canções que falavam sobre o assunto. Quando decidiu seguir carreira solo, era natural que um selo próprio surgisse para abrigar o seu trabalho e o de outros artistas. Vale registrar que, antes dele, Sam Cooke, um dos mais influentes artistas da época, também montou seu selo, o SAR. Infelizmente o SAR durou apenas de 1961 a 1964, devido à morte do cantor. A Curtom surgiu de uma parceria entre Curtis e Eddie Thomas, em 1968. O selo atingiu sucesso logo de cara, com o nome forte de Curtis Mayfield puxando o catálogo. Já no começo da década de 1970, lançou discos fundamentais como Curtis (1970), a trilha sonora Superfly (1972) e There’s No Place Like America Today (1975). O primeiro é um disco que, de certa maneira, antecipa a sofisticação instrumental e o discurso social que deixaria Marvin Gaye na ponta da lista nos anos seguintes. Na Curtom, Mayfield podia, além de gravar da maneira como quisesse, contratar e produzir quem desejasse. Assim surgiram alguns ótimos trabalhos de The Staple Singers, Mavis Staple e Baby Huye and the Babysitters. O selo existe até hoje, mas seu catálogo está sob a responsabilidade da Warner, assim como os de muitas gravadoras independentes.

Strata East


Entre todos os selos fundados por negros, nenhum é mais lendário e conceituado que o Strata East. Fundado pelo trompetista Charles Tolliver e pelo pianista Stanley Cowell, em 1971, a quantidade de álbuns inovadores que a gravadora lançou é impressionante. A começar pelo primeiro disco, Music Inc., uma big band moderna e explosiva com vários dos músicos que lançariam seus trabalhos pela Strata East ao longo dos anos. A gravadora apostava em um som que ia do post-bop, passava pelo spiritual jazz, o free jazz, o afrojazz e chegava até sonoridades latinas em alguns de seus discos. Muitos dos músicos que passaram pelo selo já possuíam nome estabelecido no cenário, como os saxofonistas Pharoah Sanders, Clifford Jordan e Charlie Rouse e a organista Shirley Scott. Muitos outros, porém, aparecerem com trabalhos surpreendentes pela primeira vez no catálogo da gravadora, que teve como grande hit o disco Winter In América (1974), do músico, escritor e ativista Gil Scott-Heron junto com o pianista Brian Jackson.

“Acho que toda a fundação e alma da música mundial são de origem ‘negra’. Os selos só estavam no lugar certo , na hora certa ”

Lançar um nome como Heron demonstrava que a Strata East tinha, além da função musical, uma preocupação política e de afirmação do negro na sociedade americana. É difícil destacar alguns poucos trabalhos em um celeiro tão bom e produtivo, mas qualquer um dos discos dos fundadores do selo, bem como Black Capra (de Billy Harper), Mutima (de Cecil McBee) e In Harmony (de Weldon Irvine), merecem atenção. Atualmente, grande parte do catálogo do selo – que ainda existe), foi licenciado para ser lançado em CD.


Black Jazz

O selo independente durou seis anos em sua primeira “encarnação” e foi idealizado pelo pianista Gene Russell, no início dos anos 1970. Para a sorte de qualquer um que goste de boa música, mais de uma vez o catálogo do Black Jazz foi ressuscitado. Investia em estilos diversos, mas priorizava o jazz. Lançou trabalhos de free jazz, soul jazz e abriu espaço para algumas coisas de funk e até gospel. Uma das marcas da gravadora era o estilo das capas: todas com fotos em branco e preto, com uma margem negra que deixava a fotografia no meio e os nomes das músicas, dos músicos e do disco escritos em branco nesta margem. A exceção a essa fórmula, que logo caracterizava os discos do Black Jazz, é justamente o último disco do músico, o mais importante do selo, Adam’s Apple, do pianista Doug Carn. Com sua religiosidade sonora e visual que remetia à África muçulmana, Carn gravou quatro álbuns que estão entre as melhores coisas produzidas no gênero. Os três primeiros ao lado de sua esposa, a vocalista Jean Carn, que mais tarde seguiria carreira de sucesso como cantora de disco music. A mistura de jazz spiritual, soul, funk e free jazz de Carn, exemplifica não somente o som feito por seu selo, mas toda a liberdade e espiritualidade que cercavam essas gravadoras fundadas por descendentes africanos.
Espero que vocês tenham gostado! Vejo vocês na semana que vem! Mantenham a fé!!