quarta-feira, 29 de maio de 2013

O genial portfólio de Dean Chalkley - parte 1: The New Faces

O fotógrafo, e também cineasta britânico, Dean Chalkley, nem sempre teve a fotografia em sua vida. Ele, que quase se tornou alfaiate, resolveu pôr agulha e linha de lado para seguir sua paixão e hoje é um dos profissionais mais interessantes e celebrados do mundo das artes.





Chalkley já fotografou personalidades como Colin Farrel, Scarlett Johanson, Ruper Everett, Dita Von Teese e Charlotte Gainsbourg e tem um portfólio super criativo, com vários projetos e exposições baseados nas subculturas que tanto amamos. E eu pretendo falar um pouquinho do trabalho dele para vocês a cada semana. 





E, para começarmos, trago seu projeto mais recente e mais badalado acerca das subculturas. É a série fotográfica The New Faces, onde Chalkley resgata um pouco da Mod Culture através da terceira geração de mods - jovens devotados ao modernismo naquilo que Chalkley chama de "ativistas do estilo".





Seu curta-metragem traz o ponto de vista de três rapazes: Tomas McGrath, Jamie Parr e Scott Simpson, que se colocam honestamente contra o frívolo e o banal daquilo que é o estilo corrente dos jovens de hoje, e nos dizem, de maneira clara, o que é ser um jovem modernista no século XXI.




Fotos e vídeo: Dean Chalkley

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Sonoridades #4

Após um breve período de recesso, volto a escrever pelo Sonoridades! Hoje o assunto vai ser sobre um equipamento que definiu o som clássico dos anos 1960, mas que ainda permanece extremamente forte por várias bandas modernas.

A Vox é uma fabricante de equipamentos musicais diversos, desde guitarras, baixos, órgãos, porém é mais conhecida pelo timbre de seus amplificadores. Inicialmente a empresa era chamada de Jennings Musical Industries (JMI), em 1957 há a introdução de Dick Denney na empresa e assim ela começa a lançar os produtos como Vox Musical Industries. No mesmo ano a marca põe à venda o famoso amplificador Vox AC30, enquanto que em 1958 foi lançado o Vox AC15.

Beatles e Vox. Via Vox Showroom.


Com absoluta certeza, todo mundo que tem internet, rádio ou televisão em casa já ouviu o som destes equipamentos, pois não fica restrito a apenas um gênero musical, entretanto não há dúvidas de que foi com o R&B inglês e o rock britânico que houve uma explosão de admiradores.

The Beatles, The Rolling Stones, The Who, The Animals, Herman's Hermits, Gerry and the Pacemakers, Manfred Mann, Yardbirds, todos estes artistas britânicos do top 10 da época utilizavam os amplificadores Vox em seus discos, shows e apresentações televisivas. É claro que poucos utilizavam somente esta marca para todos os quesitos e durante vários anos de sua atividade (os Beatles foram estritamente fiéis à Vox até a morte de seu empresário, devido um contrato com a fabricante), o Who tinha como preferência amplificadores Marshall e Hiwatt, enquanto os Stones curtiam os Fender Amps.

Yardbirds usando os amplificadores Vox de 30 e 50 Watts.


Sempre que alguém me diz para descrever o som destes equipamentos, eu digo a mesma coisa: som sujo, abafado e com características ideais para sons médios, graves definidos e agudos um pouco irritantes e inconstantes. Ouçam todos os discos dos Beatles (até o "Revolver") e todos da The Animals (até o "Eric Is Here") e ouçam as guitarras, elas estavam plugadas em um Vox.


Um vox original de 1964, que hoje pertence ao U2. Via: My Rare Guitars.


Para saber mais sobre a Vox, clique aqui.


domingo, 19 de maio de 2013

49 anos da batalha Mod VS Rockers

Quem gosta de estudar a história das subculturas britânicas sabe muito bem da épica batalha dos mods contra os rockers, como o Luiz, nosso blogueiro já escreveu por aqui. E, neste fim-de-semana, lembramos os 49 anos da batalha mais épica acontecida entre rivais.

Em 1964, os dois grupos com suas brigas espalharam pelo litoral inglês aquilo que o sociologista Stanley Cohen passou a chamar de "pânico moral" acerca da juventude britânica da época. O pânico moral pode ser definido como um sentimento, ou sensação compartilhados por um grupo em comum, e que esteja afetando a ordem social na qual este grupo está inserido. Marshall McLuhan, aliás, deu ao termo um tratamento acadêmico no mesmo ano em seu livro Understanding Media. Isto fez com a sociedade passasse a encarar os membros destas subculturas como meros delinquentes juvenis, mesmo com o conhecimento de que conflitos deste tipo aconteciam na Inglaterra, pelo menos, desde a década anterior.


Os rockers viam os mods como magrelas efeminados, enquanto os mods viam os rockers como grosseirões ensebados. Aliás, a briga costumava ser tão feia que, ambos os grupos, tinham o costume de andar armados  com todo o tipo de objeto cortante que possa ser imaginado.


O primeiro grande conflito entre ambos se deu na Páscoa de 1964, quando alguns londrinos foram aproveitar o feriado nacional na costa sulina da Inglaterra. Porém, a briga maior se deu no fim-de-semana dos dias 18 e 19 de maio nas praias de Margate, Broadstairs e Brighton, quando um grupo de mods se deparou com um grupo de rockers nos mesmos lugares. Em um curto período de tempo, uma briga de proporções gigantescas se deu, onde a batalha mais violenta se deu em Brighton, cujo conflito teve dois dias de duração. Apesar da polícia ter isolado e estar protegendo um pequeno grupo de rockers em Brighton, isso não os impediu de terem sido massacrados pelos mods. Talvez pela sua força, ou pelo número de integrantes no grupo.

18 de maio de 1964. Via Old Police Cells Museum
Segunda batalha de Hastings. Via Board Game Geek.


E, apesar de eu desconhecer se houveram feridos graves, ou até mesmo mortos, as brigas foram grandes o suficiente para instaurar um verdadeiro clima de histeria nas publicações da época. Os jornais afirmavam que as lutas tinham tomado proporções desastrosas, declarando ambas as subculturas como os "inimigos internos" do Reino Unido, que estariam "descaracterizando o caráter da nação". Mods e Rockers eram acusados de terem uma grande falta de respeito frente à ordem e às leis, o que estaria gerando toda esta violência, além de passarem a ser ligados com todos os tipos de problemas sociais da época, tais como gravidez na adolescência, contraceptivos, drogadição e violência de todo o tipo.

Via Tumblr


A partir destas publicações (muitas com fundo falso, como entrevistas inventadas feitas com membros dos grupos ou relacionando eventos separados às batalhas), o pânico instaurado foi tão grande e tão massificado que Cohen argumenta que a simples visão de qualquer membro de uma das duas subculturas era o bastante para estimular reações punitivas e hostis. 
A batalha de Brighton está, a princípio, bem retratada em Quadrophenia, inclusive com a cena dos tribunais, que realmente aconteceram e que julgaram os jovens envolvidos.


Tenho grande curiosidade e interesse de, um dia, poder entrevistar alguém (mod ou rocker) que estivesse envolvido nos acontecimentos e que pudesse dar se ponto de vista acerca do momento, talvez trazendo uma nova luz à história de então.

Mod Revival Quiz

O site Quiz Fortune trouxe um quiz muito bacana sobre o Mod Revival. São 16 perguntas que testam o conhecimento acerca das bandas, seus integrantes e contexto histórico. 



Achei as perguntas um pouco difíceis, pois para acertar valendo você deve ter um conhecimento profundo sobre o assunto, mas, com certeza, vale a diversão.

Scooters: uma evolução

Encontrei estes Posters na internet da vida e fiquei encantada, pois trazem alguns dos modelos fabricados pela Piaggio e pela Lambretta desde 1946 e 1947, respectivamente.



Mas, entrei em pânico quando vi que não era possível dar zoom em nenhum deles, o que nos impossibilita de ler os nomes dos modelos.

Eu sou uma blogueira tri gente fina com a gurizada, e fui atrás de listas, tabelas, algo assim, que pudesse nos elucidar estas dúvidas. O poster da Vespa vai até o modelo fabricado em 1969 e o da Lambretta, bem, eu não saberia dizer, mas encontrei uma tabelinha que nos indica os modelos fabricados até 1998. 
Via Vespa.name
Peguei do Wikipedia mesmo


Caso você, amado leitor, tenha dúvidas, pode consultar este site aqui sobre os modelos da Vespa, e clicar aqui, aqui e aqui, para os modelos da Lambretta.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

The Hives: Dia da mentira, show de verdade

Finalmente, eis aqui o tão esperado post sobre o show do The Hives que rolou há (cof cof), mais de um mês aqui em PoA. 

Bem, o que dizer? Sou suspeita para falar, mas os caras são simplesmente fantásticos. 

Mesmo com os 15 minutos de atraso (pontualidade não é algo digno de todos os europeus) e com uma banda de abertura sobre a qual eu prefiro não comentar, os suecos fizeram um show enérgico, catimbado e violento. Tudo no bom sentido, é claro. 

 Devo falar que o vocalista, Pelle Almqvist tenta falar o nome dele três vezes, bem rápido e o guitarrista Nicholaus Almqvist são irmãos? são um show a parte. Mesmo parecendo que estavam ligados numa tomada de mais 220 volts, foram simpáticos cuspidores de palhetas, cerveja e água e interagiram ao máximo com os fãs. O tempo todo. Durante todo o show.

O jeito que a foto tá enquadrada não nega a minha localização - atrás da cabine de som.


"Bem, na escola, quando perguntam a vocês qual é a temperatura da crosta terrestre, qual é a resposta? The Hiiiiiives!"

É, acho que já deu para vocês sacarem.

O show que faz o seu cérebro derreter e escorrer pelo nariz.
E mesmo com os chacoalhos, elegância é uma característica a parte. Como eu já havia falado no post sobre os "uniformes" deles - a elegância da cartola e fraque (que eles usam na turnê atual) é algo sensacional. O ritmo acelerado e a energia do show faz com eles suem muito e logo se desfaçam das peças, mas só de pensar no fato de que são roupas pensadas para o estado em que a banda se encontra em cada momento, nos faz ver que criatividade é o que eles tem de sobra.


Às vezes, eu esqueço de passar o filme da câmera adiante, e as fotos saem com dupla exposição.


O show foi aberto com qualquer música do mais atual álbum (que, aliás, eu não conheço, podem atirar os tomates). Mas a platéia do Opinião - lugar onde o show aconteceu aqui em Porto Alegre - ferveu quando eles tocaram Main Offender, do Veni Vidi Vicious, que já tem lá seus 13 anos de lançamento. Logo outros hits eternos foram tocados: Walk, idiot, walk, Hate to say I told you so e Tick Tick Boom - que foi a música de encerramento do show.


Eu, que tive que ficar o tempo todo espremidinha atrás da cabine de som, munida das minhas câmeras lomográficas, consegui registrar um pouco do show através destas fotos malucas que vocês estão vendo.




O vocalista Pelle, com duas fãs, do lado de fora do Opinião

E, logo após o encerramento do show, do lado de fora, eles saíram do camarim para tirar fotos com os fãs. Não são uns fofos?

Consegui registrar o vocalista com estas duas meninas aí. E, até consegui agarrar o Nicholaus para tirar uma foto comigo, porém, o fotógrafo foi tão maneta que só saiu a minha testa.


Tchau, e voltem logo. Por favor!
Voltei para casa cansada, suada, feliz e, mais ainda, com a certeza de poder dizer que assisti a mais um show épico na minha vida.

Vou dizer o quê? Foi fodástico...

Fotos: Penny Lane

terça-feira, 7 de maio de 2013

Boxe: a nobre arte inglesa



Boxe (deriva do inglês to Box) ou pugilismo significa “bater com os punhos” e o surgimento desta modalidade de combate aconteceu no Egito Antigo, porém foi na Inglaterra do século XVIII e XIX que seu renascimento apareceu com força.


No começo desse novo brand new start os lutadores não utilizavam luvas e não eram separados por categorias de peso, ou seja, era praticamente uma briga de rua, sem chutes, dentro de algum ringue feito de estacas de madeira e tiras de couro, enquanto apostadores e espectadores ficavam ansiosos para ver qual dos dois pugilistas cairia primeiro. O mais incrível é que não havia técnicas de esquiva, já que se um lutador que se esquivasse era considerado um “maricas” e não poderia mais competir por dinheiro, o que é engraçado, pois no começo desta época o “esporte” era proibido no território inglês.

Assim permaneceu durante bons anos até que John Graham Chambers, um entusiasta do boxe, elaborou as Regras do Marquês de Queensberry que tornaram o esporte como conhecemos hoje (utilização de luvas, três rounds de três minutos e um minuto de pausa entre cada round – no boxe olímpico ou amateur), apesar destas regras terem sido escritas em 1865 - publicadas em 1867 - apenas entre 1885 e 1891 que estes documentos foram levados a sério, devido à rejeição dos lutadores de boxe mais tradicionais nos anos anteriores.

Irmãos Gallagher e o campeão inglês Ricky Hatton.
Via The Telegraph.
A Lonsdale Clothing surgiu em 1960 criada por um ex-pugilista chamado Bernard Hart, a empresa tinha e tem como foco as roupas e equipamentos do boxe. Atualmente também fabrica e vende produtos de MMA, mas em menor escala. A marca tem este nome em homenagem ao 5° Conde de Lonsdale, Hugh Cecil Lowther, que foi presidente da National Sporting Club of Britain, em meados de 1909 e é extremamente cultuada devido ao seu grande uso durante o Mod Revival das décadas de 1970 e 1980.

Há tanto o que falar deste esporte que dá até preguiça de escrever. Portanto, descubram by yourself através dos links abaixo!

The Jam, Mod revival e Lonsdale.
Via Lonsdale.

Para saber mais sobre a história do boxe mundial, clique aqui.
Para saber mais sobre a história do esporte no Brasil, clique aqui
Caso tenha se interessado por Lonsdale Clothing, clique aqui.

Fiquem conectados no Moderno Mundo!
Keep the faith!



sábado, 4 de maio de 2013

I don't smoke

Eu não fumo. Mas conheço um monte de gente que sim. 
Confesso que quando era criança, me viciei em cigarrinhos de chocolate. E o vício, aliás, é tão grande, que eu não vivo sem chocolate até hoje. É foda largar...

Cigarro, pelo jeito, deixou de ser algo relacionado a homens de estilo e bem sucedidos (alguém lembra do episódio de estréia de Mad Men?) e passou a ter tudo a ver com a liberdade juvenil.

Eu não sei quanto custa um maço de cigarros, mas eu sei quanto custa uma camiseta estilosa dessas aí desta campanha anti-tabaco lançada entre 1966 e 1968. 

Tô aqui pensando com os meus botões se o dinheiro economizado nos cigarettes, daria para comprar uma camisetinha dessas. Acho que vou mandar fazer uma dessas pra mim...

Mas, aqui vão exemplos das coisas maravilhosas que podem acontecer quando a gente para de fumar, e começa a economizar a grana do tabaco:

(All images via Smashingbird)


Eu posso comprar um monte de coisas...
Eu posso comprar MAIS coisas

Eu posso montar uma banda (???)


Eu posso desistir da minha banda e economizar dinheiro para ver outras bandas tocarem...
Eu posso pedir uma rodada de suco para a galera

Então é isso aí. Não fumem e tenha um dinheiro a mais neste fim-de-semana.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Calendário Vespa 1960

Olha só que belezinha...

Os marmanjos de 1959 deviam estar um bocado contentes com aquele que devia ser o Calendário Pirelli da época. Beldades que iriam sensualizar nos próximos doze meses do ano de 1960, acompanhadas de lindos modelos da Vespa Piaggio estavam dignas de serem pinadas na parede mais próxima.

Achei super digno.