domingo, 27 de setembro de 2015

Bandas Novas: Octubre

Octubre [Caravaca de La Cruz/Espanha]



Nesta postagem trataremos de mais uma banda que não se encaixaria completamente na categoria banda nova, uma vez que o conjunto foi formado em 1994. Contudo, por esta ser uma descoberta recente para mim e a banda ter lançado no final de julho/2015 um par de temas que farão parte de um álbum novo (o qual levará o título de "Mouseland"), eis esse post sobre a banda espanhola Octubre. A atual formação do grupo conta com: José Esteban (voz e guitarra), Ángel (guitarra e teclado), Dele (contrabaixo e vocais), J. Ángel (bateria) e Leandro (guitarra, teclado e vocais). E a discografia se resume a três álbuns cheios: “Mi última y mejor oportunidad” (2001) [Bip Bip Records], “Cuando todo parecía perdido” (2006) [Rock Indiana] e “Todo se lo lleva el viento” (2010) [Rock Indiana]; e um EP: "Todo pasa y no volverá" (2002) [Bip Bip Records], além de diversas participações em coletâneas. Em 2007, inclusive, lançaram no Brasil um slipt-single com a banda Volver, iniciativa capitaneada pela Senhor F.



O som poderia ser definido como uma mistura de powerpop, com belas melodias, bons arranjos vocais e  guitarras posicionadas a frente de tudo. Um fato a ser colocado como ponto alto é de que as (boas) letras são todas cantadas em espanhol.

Cheers!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Mod UK - Fotos por Owen Harvey

O recém graduado pela Universidade de Wales, Owen Harvey tem um baita olho para subculturas. Neste projeto intitulado Mod UK, que o fotógrafo vem desenvolvendo desde 2012, Harvey mostra as novas faces da Mod Culture. Multipremiado, o fotógrafo parece até que viajou no tempo para capturar essas imagens cheias do groove e da essência do Modernismo.

Mais do trabalho do fotógrafo pode ser conhecido no seu site oficial.









sábado, 12 de setembro de 2015

Rod "The Mod" Stewart: novidades e relançamentos


A ligação de Roderick David Stewart com a cena Mod é inegável, afinal não é qualquer um que poderia receber a alcunha de “The Mod”, o que é o caso de Rod “The Mod” Stewart.

Aproveitando que o cantor britânico estará em terras brasileiras nos próximos dias 17 (Curitiba), 19 (São Paulo) e 20 (Rio de Janeiro) de setembro, após um show no Hyde Park em Londres a ser realizado no domingo agora (13/09/2015) em que promete desfilar seus grandes hits, vale registrarmos os vários lançamentos recentes envolvendo a obra do músico.

Após um tempo sem registrar composições próprias inéditas, em outubro Rod lançará o álbum “Another Country”.

Porém, o que realmente enfatizarei nesta postagem são dois relançamentos. O primeiro decorre da recente reunião dos Faces remanescentes (Rod, Ronnie Wood e Kenney Jones) para um show beneficente em Surrey/Inglaterra e se trata da caixa “You Can Make Me Dance, Sing or Anything... (1970-1975)” lançada em agosto último pela Rhino e que reúne os quatro álbuns de estúdio da banda, mais um disco compilando singles. O mais bacana é que é possível adquirir a caixa contendo os discos no formato vinil.
- Para relembrar a formação original em ação no lendário Marquee Club, em dezembro de 1970 -

Além disso, neste dia 11 de setembro de 2015, a Universal está também relançando em CD os cinco primeiros discos solo da carreira do Rod, são eles: An Old Raincoat Won't Ever Let You Down” (1969), “Gasoline Alley” (1970), “Every Picture Tells A Story” (1971), “Never A Dull Moment” (1972) e “Smiler” (1974).


Nesta época, havia uma certa confusão entre os discos dos Faces e os discos solo do Rod, tanto por serem lançados concomitantemente, como pelo fato de que os membros dos Faces gravaram diversos dos temas presentes nestes cinco primeiros álbuns lançados pelo Rod. Basicamente, todos os registros apostam em uma mescla de boas cover com composições próprias, apresentando rock, R&B, soul, folk e até country como principais gêneros musicais. Fazendo comentários panorâmicos acerca de cada um dos álbuns:



O primeiro deles, curiosamente fora renomeado ao ser lançado do outro lado atlântico, sendo comercializado sob o título de “The Rod Stewart Album”, pois a gravadora entendia que o título original era demasiadamente inglês e não seria compreendido pelo público estadunidense. As faixas que eu destacaria são: “An Old Raincoat Won't Ever Let You Down” (blues rock dos bons) e “I Wouldn't Ever Change a Thing” (bela linha de piano), ambas as composições do próprio Rod, e a cover “Handbags & Gladrags" (soul marcando presença), composição de Mike D’Abo, vocalista do Manfred Mann.


Gasoline Alley” já indicia o que estaria por vir no ano seguinte. Neste álbum todos os integrantes do Faces participaram de pelo menos uma faixa (para constar, Ron Wood e Ian McLagan tocaram em todas). Para mim, as faixas mais bacanas são: a própria faixa-título, “Gasoline Alley” (composta pela dupla Rod Stewart/Ron Wood e que faz um casamento interessante entre a linha de guitarra e os versos cantados), e as covers “My Way of Giving” (com Ronnie Lane nos vocais e baixo e os outros Small Faces também tocam), “Cut Across Shorty” (de autoria de Wayne P. Walker, Marijohn Wilkin e que tem uma levada eletrizante de bateria) e “You're My Girl (I Don't Want to Discuss It)" (um rock and roll bravo e suingado composto pelo trio Dick Cooper, Beth Beatty e Ernie Shelby).

"Every Picture Tells a Story" é O disco. Além de um baita sucesso comercial (ficou em primeiro lugar nas paradas britânica e estadunidense), conta com Rod cantando muito e procedendo a mistura perfeita entre suas melhores composições com covers realmente matadoras. Nem devo escrever muito, apenas recomendo: OUÇAM AGORA! O destaque é simplesmente o álbum todo. (Ok, vale apenas um comentariozinho: a versão para “(I Know) I'm Losing You”, composição de Norman Whitfield, Eddie Holland e Cornelius Grant, gravada originalmente pelos Tempations, é algo realmente incrível!! A faixa figurava no repertório do Faces e foi gravada pela formação toda da banda)


Never a Dull Moment” seguiu os passos do álbum anterior e no vácuo de “Every Picture...” conseguiu atingir momentaneamente o primeiro posto na parada britânica. O disco tem uma pegada mais blues rock, entretanto apresenta influências do country e também paga tributo ao soul. Os destaques ficam por conta das faixas: “True Blue” (parceria do Rod com o Ron Wood, em que a guitarra do último conversa lindamente com o piano tocado pelo Ian McLagan) e as versões para “Angel” (do Jimi Hendrix) e “I’d Rather Go Blind” (Billy Foster e Ellington Jordon e que era comumente tocada pelos Faces).



Por fim, “Smiler” marcou o encerramento da parceria com a Mercury Records e trouxe a mesma forma adotada anteriormente e, ainda que haja bons momentos, o disco está um pouco abaixo dos registros anteriores. As faixas que eu recomendaria são: “Sweet Little Rock’n’Roller (música de Chuck Berry sendo cantada com aquela voz rasgada do Rod  não tem erro, não é?) “Farewell” (composta por Rod e Martin Quittenton e que poderia ser uma prima dos hits “Maggie May” e “Mandolin Wild”) e o dueto com o Elton John na rock and roll “Let Me Be Your Car”.
Cheers!